3 de jun. de 2012

Livro de Miqueias - Antigo Testamento


LIVRO DE MIQUÉIAS




AUTOR. Miquéias, natural de Moresete, em Judá, profetizou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias.
 Foi contemporâneo de Isaías, 1:1.
Seu nome significa "o que é como o Senhor". Pertencia a Judá, mas falou tanto a Judá como a Israel.
Sua unção, 3:8.

SINOPSE

I. Divisões gerais.

(a) Caps. 1-3, principalmente ameaças de juízos vindouros.
(b) Caps. 4-5, promessas proféticas de libertação.
(c) Caps. 6-7, principalmente exortações e confissões de pecados nacionais. Ao mesmo tempo, promessas de restauração.

II. Os pecados particulares são condenados.

(a) Idolatria, 1:7;5:13.
(b) Planos perversos e artimanhas, 2:1.
(c) Avidez, 2:2.
(d) Ganância dos príncipes, dos profetas e dos sacerdotes, 3:2-11.
(e) Feitiçaria, 5:12.
(f) Falta de honradez, 6:10-12.
(g) Corrupção universal, 7:2-4.
(h) Traição, 7:5-6.

III. Esperanças Futuras.

(a) O estabelecimento de um reino justo, 4:1-18.
(b) A vinda do rei Messias, 5:2.
(c) Reforma e restauração da nação, 7:7-17.
(d) O triunfo completo da graça divina, 7:18-20.


O LIVRO FOI CITADO;

(a) Pelos anciãos, salvando assim a vida de Jeremias, Jr 26:16-19;Mq 3:12.
(b) Pelo Sinédrio, a Herodes o Grande, por ocasião do Nascimento de Cristo, Mt 2:5-6; Mq 5:2.
(c) Por Cristo, ao enviar os discípulos, Mt 10:35-36;Mq 7:6.

PASSAGENS NOTÁVEIS
A definição da verdadeira religião, 6:8.
O anúncio do lugar do nascimento de Cristo, 5:2.
Deus se esquece dos pecados dos crentes, 7:18-19.

Livro de Jonas - Antigo Testamento



Livro de Jonas
Jonas é o nome de um livro bíblico do Antigo Testamento, vem depois do Livro de Obadias e antes do Livro de Miqueias.Segundo a interpretação tradicional seria um relato biográfico do profeta Jonas, na qual o Deus de Israel o terá mandado profetizar ao povo de Nínive, grande capital do Império Assírio, para persuadi-los a se arrependerem ou seriam destruídos dentro de 40 dias. O Livro de Jonas fala foi tido como o profeta Jonas, filho de Amitai, que profetizou no Reino de Israel Setentrional, no 7.º Século A.C., no reinado de Jeroboão II. (Jonas 1:1; II Reis14:25).

Jonas e a Baleia, por Gustave Doré.
A Assíria, inimiga do povo de Israel de longa data, era império dominante aproximadamente entre 885 A.C. a 665 A.C.. Segundo o relato, parece evidente que a agressividade militar assíria era mais fraca durante o tempo de Jonas. Além disso, o Rei Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate até o Mar Morto, como teria sido profetizado por Jonas.
Por outro lado, outros estudos indicam que trata-se de um escrito posterior ao Exílio na Babilônia, escrito no séc V AC (ou mesmo posterior), e que o livro de Jonas é considerado profético unicamente porque em 2Rs 14:25 se menciona um profeta com o mesmo nome.
Tal tese baseia-se no fato de que seu estilo e tema diferem muito dos outros livros proféticos, que em geral são escritos em verso. Enquanto os profetas ameaçam as nações pagãs, o livro de Jonas relata a conversão dos ninivitas e anuncia a misericórdia a esse que foi um dos povos mais odiados por Israel. Os profetas estão solidamente enraizados na situação político-social; Jonas parece estar solto no ar.
Portanto, o livro de Jonas seria um escrito sapiencial, não pertencendo ao gênero histórico, mas ao gênero parabólico, uma espécie de novela para ilustrar o tema da misericórdia de Javé, que não é um Deus nacional, mas um Deus de toda a humanidade; ele quer que todos se convertam, para que tenham a vida (4:2).
O livro rompe com uma interpretação estreita da profecia contra as nações feitas por outros profetas, afirmando que profecias são condicionais, pois Deus quer a conversão das nações e não sua destruição
A obra nasceu no pós-exílio, quando o povo judeu estava se fechando num exagerado nacionalismo exclusivista (cf. Esd 4:1-3; Ne 13:3), bem refletido na mesquinhez do justo Jonas. Por outro lado, os caminhos de Deus são diferentes dos caminhos dos homens: Deus quer salvar também os inimigos, os pagãos de Nínive, capital da Assíria, modelo de crueldade e opressão contra o povo de Israel. Deus não quer que suas criaturas se percam (cf. Sb 1:12ss) e para ele ninguém está irremediavelmente perdido (cf. Ez 18:23.32; Lc 15).
A história do peixe tornou famoso o livro, pois os evangelhos celebrizam a figura e aventura de Jonas como sinal da morte e ressurreição de Jesus: assim como Jonas ficou três dias no ventre do peixe, Jesus vai ficar três dias no ventre da terra; depois ressuscitará, como Jonas voltou à luz do dia (cf. Mt 12:39-41 e paralelos).

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